Mesa redonda 10 – A presença e inserção dos imigrantes no mercado de trabalho brasileiro

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Data: 09/09/2017

Horário: 8:30

Mesa redonda 10 – A presença e inserção  dos imigrantes no  mercado de trabalho  brasileiro

Coordenador:

Leonardo Cavalcanti (Professor da Universidade de Brasília (UnB) – Instituto de Ciências Sociais – Centro de Pesquisa e Pós-Graduação sobre as Américas (CEPPAC). Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra))

Convidados:

Antonio Tadeu de Oliveira (Pesquisador do IBGE)

Tania Tonhati (Doutoranda em Sociologia na Universidade de Londres, Goldsmiths College)

Delia Dutra (Pós-doutoranda (CAPES) no Programa sobre Estudos Comparados sobre as Américas (CEPPAC), Universidade de Brasília/ Doutora em Sociologia pela Universidade de Brasília)

Ementa

As migrações internacionais no Brasil tem se tornado mais complexa nos últimos anos. A crise econômica iniciada no ano de 2007 nos Estados Unidos, a qual também afetou de forma substancial a Europa e o Japão, introduz uma maior complexidade nos eixos de deslocamentos das migrações sul-americanas, especialmente no Brasil. Além disso, o desenvolvimento econômico e social do país e o seu reposicionamento geopolítico nos últimos anos, tem tornado a migração muito mais diversa. Na atualidade, o Brasil conjuga diferentes cenários migratórios: continua havendo emigração; ao mesmo tempo em que o país passa a receber novos e diversificados fluxos de imigrantes; além de projetos migratórios de retorno por parte dos emigrados, influenciados, sobretudo, pela crise econômica pós 2007, nos Estados Unidos, Europa e Japão.

Na presente década, o Brasil vem recebendo novos e diversificados fluxos migratórios. Os dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) demonstram um aumento do número de imigrantes formalmente empregados nos últimos anos, passando de 69.015 em 2010 a 155.982 em 2014, o que representou um crescimento de 126,01% entre 2010 e 2014 (CAVALCANTI, OLIVEIRA e TONHATI, 2015). Uma parte significativa desses imigrantes procedem do chamado sul global. O caso mais emblemático é do coletivo haitiano que passaram de pouco mais de algumas dezenas de imigrantes no mercado de trabalho formal em 2010 a ser a primeira nacionalidade em 2013, superando imigrações clássicas no país, como é o caso dos portugueses. As taxas de crescimento anual dos haitianos foram de: 406,50% (2012/11), 255,98% (2013/12) e 107,44% (2014/13). (CAVALCANTI, OLIVEIRA e TONHATI, 2015). A presente mesa se propõe a pensar e fazer pensar sobre um tema de máxima relevância no cenário nacional e que provoca múltiplos impactos e desafios: demográficos, políticos, sociais, econômicos, entre outros.

 Analisar a inserção dos imigrantes no mercado de trabalho brasileiro se coaduna com os objetivos da ABET, especialmente no que diz respeito aos eixos temáticos: 13) Dinâmicas demográficas e trabalho; 3) Trabalho, desigualdade e pobreza e 11) Emprego, estrutura ocupacional e rendimentos. Ementa: A mesa será realizada pelo Observatório das Migrações Internacionais, uma parceria entre o Ministério do Trabalho (MT) por meio do Conselho Nacional de Imigração (CNIg) e a Universidade de Brasília (UnB) e que tem como meta ampliar o conhecimento sobre os fluxos migratórios internacionais no Brasil, mediante estudos teóricos e empíricos, e apontar estratégias para a inovação social de políticas públicas dirigidas as migrações internacionais.

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