Mesa redonda 4 – Trabalho doméstico remunerado no Brasil: para onde caminhamos?

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Dia: 08/09/2017

Horário: 8:30

Mesa redonda 4 – Trabalho doméstico remunerado no Brasil: para onde caminhamos?

Coordenadora:

Moema Guedes (UFRRJ)

Palestrantes:

Jurema Brites (UFSM)

Maria Betânia Ávila (SOS Corpo)

 

Ementa

O emprego doméstico remunerado configurou-se historicamente como uma marca das desigualdades de gênero no mercado de trabalho brasileiro. O contingente de empregadas domésticas representa uma ocupação (ainda) precarizada, com pouco acesso aos direitos trabalhistas, longas jornadas de trabalho e baixos salários. Em uma perspectiva mais ampla, o peso deste tipo de emprego segue influenciando diretamente nos indicadores laborais femininos e nas desigualdades em relação aos trabalhadores homens.

Outra dimensão importante deste trabalho é desincumbir as mulheres de camadas médias e altas da população das tarefas domésticas e com isso libera-las para o mercado de trabalho, possibilitando uma dedicação mais intensa às suas carreiras. Nesse sentido, é interessante pensar a polarização no interior da mão-de- obra feminina, com uma tendência de distanciamento entre trabalhadoras do topo e da base.

O ciclo econômico virtuoso que marca a primeira década dos 2000 influencia diretamente na melhora das condições de trabalho das empregadas domésticas. Com o aumento real do salário mínimo e a maior formalização propiciada pelos avanços na legislação esse contingente personifica de forma clara a diminuição das desigualdades sociais e o aumento do poder de compra dos trabalhadores da base. O incremento da escolaridade, por outro lado, possibilita que a geração mais jovem de mulheres pobres não tenha como horizonte de trabalho o emprego doméstico remunerado.

Diante do atual quadro de crise econômica, aumento do desemprego e do próprio exército industrial de reserva feminino a presente mesa redonda se propõe a pensar possíveis retrocessos e as mudanças no perfil das empregadas domésticas, suas condições de trabalho e o modo como as dinâmicas laborais deste segmento se articulam e refletem tendências mais amplas do mundo do trabalho. Outro lócus privilegiado de análise será a interseccionalidade das identidades de gênero, classe e raça que podem ser articuladas e pensadas a partir do cotidiano e dinâmicas laborais vivenciadas por este segmento de mulheres.

Nesse sentido, privilegiaremos o eixo de análise que pensa as desigualdades tanto em relação aos trabalhadores homens quanto entre as próprias mulheres, através do …

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