Fórum 5 – Ciclos de greves em perspectiva comparada: Trabalhadores rurais e urbanos entre as décadas de 1970 e 1980.

0

Data: 08/09/2017

Horário: 17h

Fórum 5 – Ciclos de greves em perspectiva comparada: Trabalhadores rurais e urbanos entre as décadas de 1970 e 1980.

Coordenador:

Jaime Santos Júnior (Doutor em Sociologia. Pós-doutorando no Programa de Pós-Graduação em Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal do ABC (UFABC)).

Convidados:

José Sérgio Leite Lopes (Doutor em Antropologia Social. Professor Titular do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGAS/UFRJ))

Marilda Aparecida de Menezes (Doutora em Sociologia. Professora Visitante Nacional Senior – CAPES/UFABC)

Murilo Leal Pereira Neto (Doutor em História. Professor Adjunto, Professor no Mestrado em Economia e Desenvolvimento da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)).

Moacir Gracindo Soares Palmeira (Doutor em Ciências Humanas. Professor Titular no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ))

Resumo

Essa mesa tem como proposta recuperar o enredo dos ciclos de greves ocorridas entre o final da década de 1970 e início de 1980, na região do ABC Paulista e na Zona da Mata de Pernambuco, com o objetivo de promover uma análise comparativa entre os dois movimentos de operários e trabalhadores rurais. Conquanto seja expressivo o estoque bibliográfico de pesquisas sobre o sindicalismo que medrou nas greves dos metalúrgicos em São Paulo e na região do ABC Paulista, e em menor volume, os estudos sobre o movimento grevista dos canavieiros em Pernambuco, estudos comparativos entre esses ciclos de greve ainda são uma lacuna a preencher. Acreditamos que a fertilização analítica entre os dois ciclos de greves trará uma contribuição luminosa para os estudos sobre o trabalho e o sindicalismo no Brasil. Com visibilidades muito diferenciadas na chamada “opinião pública”, na mídia e nos trabalhos acadêmicos que a eles se dedicaram, no lado dos metalúrgicos, estará no foco da nossa atenção tanto o movimento dos metalúrgicos de São Paulo, levado adiante desde 1978 por uma oposição sindical, quanto o dos metalúrgicos do ABC, em particular o de São Bernardo do Campo. Este último, conduzido pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, é o mais famoso dos movimentos dentre os muitos que eclodiram nos anos de 1979 e 1980, com grande repercussão política naquele momento. Já o movimento dos metalúrgicos de São Paulo, levado adiante na sua maior parte por uma oposição sindical que nunca conseguiu vencer as difíceis eleições do sindicato, tornou-se assim menos conhecido. Estará no arco das preocupações dessa mesa redonda não apenas a eventual similitude dessas histórias, mas, igualmente, aquilo que as apartam no que apresentam de específico.

Powered by themekiller.com