Fórum 8 – Negociação coletiva e greves em um contexto de crise

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Data: 8/9/2017

Horário: 17 horas

Fórum 8 – Negociação coletiva e greves em um contexto de crise (Salão Ametista)

Coordenador:

Mahatma Ramos dos Santos (Técnico do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico) e mestrando do Programa de Pós-graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA) da UFRJ)

Convidados:

Rodrigo Linhares (Técnico do Dieese e Mestre em Geografia Humana pela FFLCH-USP)

Patrícia Vieira Trópia (UFU)
Regina Coeli  Moreira Camargos  (Dieese)

Resumo

Esse fórum será coordenado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico (DIEESE) com objetivo de fomentar o debate e análise dos desdobramentos da crise econômica (e política) nacional sobre a organização e ação coletiva das forças sociais do trabalho no Brasil. A proposta de debate se dará à luz da presente configuração do sistema de relações de trabalho nacional e com especial atenção às formas e intensidade de utilização, pelos atores sindicais, do processo de negociação coletiva e dos movimentos grevistas como elementos da disputa na resolução de conflitos trabalhistas.

A partir da centralidade histórica do conflito Capital-Trabalho e, sobretudo, do acirramento e explicitação desse conflito no  âmbito nacional, bem como do relevante papel do movimento sindical – tanto em seus aspectos de “instituição” quanto de “movimento” (SANTANA, 2015)¹ , constitui-se importante a realização de um debate sobre o processo de negociação coletiva e os movimentos grevistas. Em relação a este último, propõe-se uma análise da morfologia (frequência, ritmo, densidade, intensidade, temporalidade e repertório), do caráter (propositivo, defensivo ou solidário) e das variáveis explicativas dos movimentos grevistas no Brasil nos últimos anos, observada a perspectiva histórica dos mesmos. Além disso, esse fórum procurará abarcar as relações entre a utilização desses instrumentos e o processo político nacional.

Ademais, essa proposta vislumbra apontar pistas e informações sobre os movimentos grevista e a ação coletiva das forças do trabalho nos últimos anos. Por isso, o DIEESE apresentará, como ponto de partida ao debate, os resultados (preliminares) do trabalho de acompanhamento sistemático dos movimentos grevistas realizado pelo Sistema de Acompanhamento de Greves (SAG-DIEESE), também como forma de apresentar ao público essa fonte de informações sobre greves e ampliar a utilização da mesma na produção acadêmica nacional.

Parte da literatura considera os movimentos paredistas ocorridos entre 1978 e 1997, em todas as suas fases – início, auge e declínio -, como o “primeiro grande ciclo de greves” no Brasil e o período de 1998 a 2007 como aquele marcado pela “normalização das greves” (NORONHA, 2009)² . A pergunta que se coloca é: quais são as características dos movimentos grevistas no Brasil após 2013?

¹ SANTANA, M.A. (Org.). Dossiê: Para onde foram os sindicatos? In: Caderno CRH, Salvador, v.28, n.75, Set/Dez. 2015.

² Noronha, E. G. 2009. Ciclo de greves, transição política e estabilização: Brasil, 1978-2007. Lua Nova, São Paulo, 76: 119- 168.

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